Este livro oferece uma análise feminista, antirracista e decolonial sobre o uso da autodefesa por mulheres em situações de violência conjugal. Quais caminhos levam a um desfecho que inverte a posição de vítima e algoz? Qual a relação entre as insuficiências do Estado no enfrentamento da violência conjugal contra mulheres e o uso da autodefesa? A autora investiga quatro casos de mulheres negras que mataram seus companheiros agressores, explorando o papel ambíguo do Estado e do Sistema de Justiça Criminal no enfrentamento da violência doméstica. Através de uma abordagem interseccional, que leva em conta raça, classe e gênero, a obra analisa a complexidade do contato das mulheres com o Estado e com o Sistema de Justiça Criminal, ora como vítimas, ora como criminosas e revela necessidade de pensar seriamente o exercício da violência pelas mulheres como uma estratégia de sobrevivência. Uma leitura poderosa, provocadora e profundamente humana, que nos força a questionar o papel do Estado na perpetuação da violência conjugal e a redefinir o conceito de justiça para as mulheres. O livro é essencial para acadêmicas/os, profissionais do direito, ativistas e todas/os que buscam compreender as complexidades e os desafios da luta das mulheres por uma vida livre de violências.
Autora: Bianca Chetto Santos